sexta-feira, 30 de outubro de 2009

The French Quarter.



Photo: Edwin Wishard, New Orleans (About 1930).

Um paradoxo.


"Sozinho na biblioteca, confrontei mais uma vez este curioso paradoxo lusitano: os descobridores do mundo não parecem sentir curiosidade por nada que se passe fora deles. Um amigo do pai do Carlinhos dizia que os portugueses de hoje não eram descendentes dos que tinham ido à Índia; eram descendentes dos que cá tinham ficado. Talves seja essa a solução do paradoxo."

In Bilhetes de Colares, A.B.Kotter (A.K.A José Cutileiro).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A public and formal apology.



Esta aqui é para o Michel ali do My Little Pony.
É o meu braço direito, fez anos ontem, e eu esqueci-me. É o que dá aquela mania de fazer de conta que agora é de Lisboa. E depois manda mensagens às onze e meia da noite a dizer "Ó Zeca, faço anos" e um gajo é que se sente mal. Já tentei ligar, mas deve estar a dormir e vai acordar mal disposto de certeza. Congrats Michel!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A 3rd personality.


"Things just break sometimes. Maybe we should blame that third person we became, that personality we shared together. Maybe it’s their fault because you’re a good person and I think I’m a good person too."


Via Cowgirl Blues.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Giovanni e Bruna.



Varenna, Lago di Como, penúltimo dia antes de regressar a Portugal. Andávamos a fazer contas à vida para ver como é que havíamos de fazer para apanhar o avião no dia seguinte, às 06h10 (o ultimo comboio de Varenna para Orio al Serio era às 21.37, o que quer dizer que o mais tardar às 22.30 estaria em Bergamo e teríamos de fazer horas até à hora do vôo, sendo que a alternativa era apanhar um Taxi que custava 150€, o que estava for a de questão) quando decidimos entrar num restaurante em Varenna chamado Borgovino. Era um lugar com cinco mesas no interior e duas na rua, especializado em vinhos. Bruna servia à mesa e falava com as pessoas num italiano cerrado partindo do princípio que elas a entendiam perfeitamente e alternava o serviço com pequenos intervalos para fumar à porta, o que deixava os clientes que saíam em estado de choque. Enquanto nos servia foi perguntando de onde éramos e para onde íamos. Entretanto Giovanni acabou o seu trabalho e veio à boca de cena para se juntar à conversa. Eramos os últimos clientes. Dissemos que íamos embora no dia seguinte, no último comboio, e que aquele tinha sido o nosso último jantar em Varenna. Não foi. Disseram-nos que viviam em Lecco e que para se chegar ao aeroporto de Orio al Serio era um pequeno desvio, e que por isso, se quisessemos, no dia seguinte nos levavam ao aeroporto. No dia seguinte jantamos tranquilamente no Borgovino. Comemos sardinhas marinadas e um risotto de carne divinais acompanhados por vinhos da Toscânia e do Piemonte escolhidos a dedo por Giovanni. No fim do jantar ajudamo-los a fechar o “tasco”e a levar o lixo, e lá fomos nós para o aeroporto de cu tremido. Durante o caminho foram-nos contando das suas vidas. Bruna trabalhava das 08h00 às 17h00 no departamento de produção de uma marca de chás em Bergamo, e Giovanni apanhava-a todos os dias no fim do trabalho para irem para o seu restaurante em Varenna.
Quando eu disse ao Giovanni que tinha sido uma sorte termos ido lá parar no dia anterior ele respondeu: “No José, La fortuna aiuta gli audaci”.

Tremezzo Park Life.








Villa Carlotta.